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sábado, 4 de setembro de 2010

Vilões Mais Malvados do Cinema

Sem eles os super-heróis não existiriam. E muitos filmes, nos mais variados gêneros, das comédias de humor negro às ficções científicas, não teriam a menor graça. Os vilões, em várias situações, são a alma de um roteiro cinematográfico e conseguem ser tão populares quanto os heróis com os quais contracenam.


Na história do cinema eles já assumiram diferentes personalidades. Encarnaram em pessoas comuns que por algum desígnio do destino ficaram extremamente amargas e vingativas. Em muitos casos, surgiram como fruto de alguma psicopatia, enquanto em outros são pura e simplesmente a manifestação do mal.Dá para acreditar que ele viraria um dos mais malvados vilões do cinema?


Os personagens maus do cinema podem ser engraçados como Biff Tannen, da trilogia “De Volta Para o Futuro”, ou o Brigadeiro Jack D. Ripper, em “Dr. Fantástico”, mas também são sombrios como Hans Beckert, em “M – O Vampiro de Dusseldorf”. Podem também ser sensuais como Catherine Tramell, em “Instinto Selvagem”, ou sanguinários como Jason Voorhes, da série “Sexta-Feira 13”.Cena de "Dr. Fantástico", comédia de humor negro cheia de vilões malvados e divertidos

Selecionei dez vilões, que por diferentes motivos, considero representantes do suprassumo da maldade que já surgiu na telona. Confira quem são eles:

10. Alex De Large (Laranja Mecânica)

Violento, subversivo, pornográfico, impiedoso e líder de uma gangue juvenil, Alex De Large é um jovem cheio de sentimentos destrutivos. A única forma de pará-lo é prendê-lo e o submeter a um experimento científico que irá livrá-lo do mal. O ator Malcolm McDowell deu vida ao personagem criado pelo escritor Anthony Burgess e transformado em um dos mais maldosos vilões do cinema pelo diretor Stanley Kubrick. Tão maldoso que nem um tratamento de choque que praticamente o transformou num moribundo foi suficiente para expulsar o mal do seu corpo. No começo dos anos 70, De Large era o protótipo da crueldade sem fim.



9. Marquesa Isabelle de Merteuil (Ligações Perigosas)

Glenn Close já interpretou algumas vilãs que entraram para a história da sétima arte. Entre elas, a maldosa executiva Alex Forrest, de “Atração Fatal”, e a clássica vilã Cruela DeVil, de “Os 101 Dálmatas”. Mas, definitivamente, foi em “Ligações Perigosas”, filme dirigido por Stephen Frears, baseado no romance homônimo de Pierre Choderlos de Laclos, que Close faz da personagem Marquesa Isabelle de Merteuil uma das mais maldosas vilãs do cinema. No enredo, Merteuil faz uma maquiavélica parceria com o Visconde de Valmont, interpretado por John Malkovitch, para pôr em prática uma das mais cruéis vinganças baseadas na sedução já levadas para a telona.


8. Kevin (Sin City: A Cidade do Pecado)

Um jovem canibal que se alimenta literalmente de prostitutas e é protegido pela cúpula local da Igreja Católica é um vilão que se sobressai entre os muitos que aparecem em “Sin City: A Cidade do Pecado”, filme dirigido por Robert Rodriguez e Frank Miller, baseado na graphic novel homônima. Interpretado por Elijah Wood, Kevin é um sociopata que mora numa fazenda junto com seu lobo de estimação, animal que compartilha com o dono o gosto pela carne humana. A forma selvagem como caça suas presas, a prática do canibalismo que o leva a comer pedaços do corpo das vítimas ainda vivas e a condescendência do cardeal que o protege compõem um cenário surreal de maldade e horror.



7. Hannibal Lecter (O Silêncio dos Inocentes)

Ele é um daqueles casos de vilões extremamente maus por quem a audiência desenvolve uma simpatia e, em muitos momentos, até torce por ele. Anthony Hopkinsdeu vida ao psiquiatra canibal Hannibal Lecter, preso e condenado à morte, mas que será fundamental para ajudar nas investigações do FBI para tentar capturar um serial killer. A atuação de Hopkins valeu-lhe o Oscar e ajudou o filme “O Silêncio dos Inocentes” e seu diretor Jonathan Demme a também ganharem as estatuetas nas suas categorias. A amoralidade de Hannibal é um dos trunfos do personagem e coloca a maldade como algo muito além das discussões mais simplistas e maniqueístas.


6. Bill (Kill Bill)

Quem é mais maldoso: quem dá as ordens ou quem comete a maldade? Nos filmes “Kill Bill”, volumes 1 e 2, dirigidos por Quentin Tarantino, o personagem Bill assume as duas funções. Personagem que praticamente só aparece no final, ele emana a violência e a maldade que permeiam toda a narrativa. Bill, interpretado por David Carradine, lidera o mortal Esquadrão das Víboras Assassinas. Uma de suas vítimas e que se tornará sua algoz é a Noiva, que no dia do seu casamento teve o futuro marido assassinado, é surrada e baleada à queima roupa, além de ter o bebê que carregava no ventre sequestrado. Bill, um dos mais maldosos vilões do início do novo milênio, acaba sendo o alvo de uma das mais terríveis vinganças já filmadas.



5. Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica)

Leatherface é uma monstruosidade inspirada em Ed Gain, um dos mais famosos serial killers que já existiu e que teve seus traços usados também em outros personagens cinematográficos, como Alan Bates, de “Psicose”, e Hannibal Lecter, de “O Silêncio dos Inocentes”. Leatherface é a atração principal de “O Massacre da Serra Elétrica”, seja na versão original de 1974, dirigida por Tobe Hooper, ou na refilmagem que Marcus Nispel dirigiu em 2003. Habitante de um matadouro localizado no interior do Texas (EUA) e integrante de uma família de canibais, Leatherface usa uma máscara feita com a pele de suas vítimas e conduz sua carnificina portando uma motosserra que raramente fica sem gasolina. O realismo buscado pela direção, que assume no começo da narrativa um tom de documentário, potencializou o terror causado por Leatherface.


4. Darth Vader (Guerra nas Estrelas)

Nenhum vilão na história do cinema teve sua trajetória contada como uma saga tão grandiosa como Darth Vader. Nem mesmo Sauron, a encarnação do mal na trilogia “O Senhor dos Anéis”, mereceu tamanha atenção. Também não é para menos. Maior vilão intergaláctico de todos os tempos, encarnação do lado negro da Força e maior símbolo do Império do Mal no universo, Darth Vader tem uma lista de maldades sem fim. Entre elas, ter ordenado a destruição de um planeta inteiro, exterminando milhões de vidas, a partir de sua Estrela da Morte.
Criatura meio humana meio robótica, Vader ficou imortalizado pela sua máscara negra e pela voz maligna do ator James Earl Jones. E pensar que esse puro exemplar de maldade começou como o simpático garotinho Anakin Skywalker que conhecemos em “Star Wars: A Ameaça Fantasma”. Prova definitiva de que no reino do mal as aparências enganam.


3. Coringa (O Cavaleiro das Trevas)

Ele já teve várias versões, a maior parte delas reveladora de sua má índole, mas geralmente com uma tendência a uma maldade amenizada pelo seu ar de palhaço. Mas isso mudou com sua aparição em “O Cavaleiro das Trevas”, versão de Batman de 2008, escrita e dirigida por Christopher Nolan. O roteiro e a interpretação do ator Heath Ledger fizeram do Coringa um dos vilões mais assustadores do cinema.
Sua conduta anárquica e amoral e sua visão sombria do mundo contaminam a todos, principalmente ao herói Batman que é levado aos limites de sua sanidade e autocontrole. Caótico e insano, o Coringa surge com a tradicional maquiagem de palhaço, mas com uma face cheia de cicatrizes, coberta por uma grossa camada de pancake branco e um sorriso fixo desenhado por batom mal passado. O resultado é um Coringa assustador e ao mesmo tempo sardônico, encarnação de uma figura demoníaca que não precisa de nenhuma motivação lógica para seus crimes.


2. Jack Torrance (O Iluminado)

Alucinações e a influência de tragédias do passado, seja por vias psicológicas ou sobrenaturais, têm sido justificativas frequentes para o nascimento de personagens malignos no cinema. O ponto alto disso foi sem dúvida Jack Torrance, um ex-alcoólatra que vira caseiro do imenso e vazio Overlook Hotel durante a baixa estação.

Torrance mergulha num processo de enlouquecimento que pode ter relação com os sangrentos assassinatos que aconteceram no hotel no passado. Dirigido por Stanley Kubrick, baseado no livro homônimo de Stephen King, o mestre literário do horror, “O Iluminado” fez de Torrance um dos vilões mais aterrorizantes de todos os tempos, graças a uma interpretação magistral e inesquecível de Jack Nicholson.


1. Anton Chigurth (Onde os Fracos Não Têm Vez)

Não há nada mais aterrorizante do que o mal desconhecido. Talvez esse seja o grande trunfo que fez do personagem Anton Chigurth o mais maldoso vilão que já pintou nas telonas. Interpretado por Javier Bardem ele parece ser nada mais do que um pistoleiro de aluguel, com a violência e a falta de piedade que caracterizam normalmente esses personagens. Mas há muito mais em Chigurth. Numa terra de gente endurecida pela vida, ele é um vilão frio, que usa como arma um compressor de ar e decide o destino de quem cruza com ele jogando cara ou coroa.
Chigurth é a pura encarnação do mal. Não há explicações para o que o fez assim. Ele é a expressão da crueldade da natureza humana, aparentemente imortal, uma verdadeira entidade maligna que renasce a todas as tentativas de extirpá-la do nosso mundo. Assim, é num faroeste moderno, uma obra-prima dirigida pelos irmãos Cohen, que está o vilão mais maldoso que já surgiu no cinema.


Fonte: Aqui.

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